De volta pra casa…
O trajeto de volta foi tão intenso que, quando o GPS anunciou que tínhamos chegado, levei um susto com a rapidez. Na verdade, a viagem tinha levado mais de trinta minutos, mas o tempo voou porque nossas mentes estavam povoadas por uma enxurrada de lembranças daquela noite. Na minha cabeça, passavam em câmera lenta as imagens daquelas pessoas, o toque de quem estava na cama, a mulher que elogiou os meus seios e a cena dela devorando o meu marido.
O Lucas, por sua vez, revivia o momento exato em que estava me pegando de quatro quando, de repente, surgiu um homem por um dos vãos da estrutura. Ele me confessou o quanto ficou excitado ao me ver correspondendo àquele desconhecido ali mesmo. Enquanto conversávamos, percebi algo incrível: as situações que ele listava como as de maior desejo eram sempre aquelas em que estávamos focados um no outro. Mesmo interagindo com terceiros, a nossa cumplicidade continuava sendo a base de tudo. Nós dois estávamos curtindo juntos. Relembrar cada detalhe na intimidade do veículo foi algo mágico e profundamente prazeroso.
Estacionamos, deixamos o carro e subimos os degraus do prédio devagar, em silêncio, eu descalça, com o salto nas mãos para não despertar os vizinhos. Assim que pisamos dentro do apartamento, o Lucas começou a se despir. Ele tirou do bolso da calça a calcinha que havia tirado na casa de swing durante nossos momentos na cabine e jogou-a no sofá. Olhar para aquela peça ali me deu um estalo: “Uau, estou sem nada por baixo… Gente, que loucura de noite!”.
Para provocar, tirei o meu vestido e o joguei por cima dele, deixando claro com o olhar que a brincadeira ainda não tinha acabado. Fui para a suíte e tomei uma ducha relaxante. Enquanto eu me enxugava e ia para o quarto, ele, com o seu jeito todo organizado, recolheu as roupas da sala e as levou para a lavanderia antes de entrar no chuveiro.
Deitei-me na cama e fiquei esperando por ele. Quando o Lucas saiu do banho, vi que ele já estava firme e ereto de novo. Eu, que já estava transbordando de desejo, me curvei pronta para recebê-lo. Ele veio ao meu encontro e nós nos entregamos por completo. Nos beijamos intensamente e atingimos o ápice juntos. Eu amo quando ele fica por cima de mim, porque o nosso ritmo se encaixa perfeitamente e conseguimos gozar no mesmo segundo. E então ele soltou aquele gemido gostoso bem no meu ouvido, um som pelo qual sou completamente apaixonada.
Depois disso, o cansaço e o prazer nos venceram. Nem saberia dizer se apaguei antes ou depois de ele sair de cima de mim; sei apenas que adormecemos abraçados, lavados de suor e com a mente leve. Foi o encerramento perfeito para a nossa estreia nesse novo mundo.