Noite 1: Fechando o Bar e a Despedida da Escada

O Lucas percebeu que o cansaço estava me vencendo e sugeriu uma pausa para beber algo. Descemos os degraus e pedi uma água com gás. Ficamos ali, encostados, observando o fluxo dos frequentadores; a maioria que descia o corredor já seguia direto para a saída. Aos poucos, o movimento foi minguando, mas o Lucas me olhou com aquele brilho conhecido e propôs darmos só mais uma espiadinha no andar de cima antes de irmos embora.

Ele ainda estava transbordando desejo. Me puxou em direção àquela primeira cabine onde havíamos entrado assim que chegamos — a última do corredor, bem ao fundo. Acredito que a intenção dele era finalmente termos um momento a sós. Começamos a nos acariciar, e então os solteiros notaram nossa presença e passaram a se aglomerar no corredor, implorando para entrar. Permanecemos em silêncio. Foi quando um rapaz subiu no sofá do espaço vizinho e, como essas divisórias não possuem teto, ele nos espreitou por cima da parede de madeira. Seus olhos brilhavam enquanto suplicava: “Me deixem ao menos ver vocês, só quero assistir”.

O Lucas acabou cedendo e abriu a porta. O jovem entrou e se acomodou em um canto, fascinado. Logo em seguida, outro casal se aproximou fazendo o mesmo pedido, e meu marido permitiu a entrada deles.

Era um senhor mais velho, que usava um chamativo chapéu de fazendeiro, acompanhado de uma garota bem mais jovem, coberta de tatuagens. Sem perder tempo, ela começou a estimulá-lo oralmente e ele logo a colocou de quatro, iniciando carícias íntimas. O Lucas estava enlouquecido com a cena, enquanto eu me mantinha focada exclusivamente no meu parceiro, sob o olhar atento do solteiro, que assistia a tudo sem tocar em ninguém. O homem do chapéu insistiu para que o Lucas me possuísse ali na frente deles, mas eu, firmemente, neguei. Diante da recusa, o senhor passou a penetrar a moça. O Lucas se acomodou bem perto da ação e, de repente, ela cravou os olhos em mim e disparou, ousada e desbocada: “Chupa essa rola gostosa, sua puta!”.

Gente, eu levei um tremendo susto! Ouvir aquela garota me chamando daquele jeito… eu não estava nada habituada com esse tipo de vocabulário. O Lucas chegou a gemer, excitado com a audácia dela. Eu continuei o sexo oral nele, né? Antes eu do que ela.

“Vem cá, toca nela, olha como ela é deliciosa”, instigou o senhor. Decidi arriscar e passei as mãos pela pele da jovem tatuada. Estava ali, tateando suas curvas, quando, em uma virada repentina, ela mudou de alvo: jogou-se sobre a intimidade do Lucas e o devorou até fazê-lo arfar alto. Completamente entregue ao delírio do momento, ela gritava para o parceiro de chapéu: “Não faz assim que eu vou gozar, caralho!”.

Era um universo completamente novo para mim — escutar termos tão explícitos e intensos durante o ato. Minha mente divagava: “Será que essas mulheres atingem o ápice com essa rapidez toda mesmo?”. No auge do calor, ela implorou ao Lucas: “Me come! Me fode! Come minha buceta!”. Então percebi o cuidado do meu marido; ele sabia que aquilo tudo seria informação demais para a minha cabeça em uma única noite. Ele se afastou dela, me posicionou para continuarmos o que fazíamos e o rapaz solteiro aproveitou a brecha para perguntar se podia tomá-la. Ela exigiu de imediato: “Cadê a camisinha?”. Ele não tinha — provavelmente já gastara seu estoque. O jovem não pensou duas vezes: disparou escada abaixo e retornou minutos depois com o preservativo em mãos, assumindo o lugar com a garota da bunda marcada por um dragão. Ela gemia alto, eu seguia concentrada no Lucas, e ele passeava os dedos pelo corpo dela.

O senhor do chapéu ainda tentou me encurralar, mas eu recuei o quanto pude e funcionou perfeitamente, porque não é não. Essa é a regra de ouro do swing: o consentimento é absoluto. Até aquele momento eu não compreendia a fundo esse pacto de respeito, mas tive a certeza de que o Lucas jamais permitiria que fizessem algo contra a minha vontade. O rapaz do corredor se deu bem, atingindo o clímax com um som pesado, e o Lucas acompanhou o ritmo, descarregando na minha boca.

Nos vestimos, nos higienizamos e deixamos a cabine. Eu era a única mulher restante no segundo andar. Tínhamos, literalmente, fechado o estabelecimento. Alguns poucos homens ainda vagavam por ali. Enquanto o Lucas usava o banheiro, o jovem da camisinha voltou a me rodear. Percebendo o breve instante de solidão, comentou: “Nunca tinha visto vocês por aqui”. Respondi: “É a nossa primeira vez”. Ele reagiu, surpreso: “Então vocês nunca tinham vindo aqui na escadinha…?”. Antes que eu pudesse confirmar, o Lucas ressurgiu, envolveu minha mão com firmeza e descemos juntos os degraus daquele labirinto de prazer.

Chegamos ao caixa. Uma senhora de cabelos brancos nos atendeu com simpatia e perguntou se havíamos gostado. Foi difícil formular uma resposta exata; era muita vivência para processar de uma só vez. O Lucas me estendeu o cartão e eu efetuei o pagamento da comanda.

Deixamos o local de mãos dadas, exatamente como entramos. O segurança nos acompanhou discretamente com o olhar até o veículo, zelando pela nossa integridade.

Entramos, giramos a chave e pegamos a estrada direto para casa e o que Lucas me disse enquanto dirigia me surpreendeu…